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Portada de A figura do herói antigo nas crônicas medievais da Península Ibérica (século XIII e XIV)

A figura do herói antigo nas crônicas medievais da Península Ibérica (século XIII e XIV)

Simone Ferreira Gomes de Almeida

Fundação Editora da UNESP ·Brasil ·2012 ·Portugués
E-book ISBN 9786557144893

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E-book 9786557144893 SIMEHEBOOKMW29OOTB49OQLQYPPHTB 10.7476/9786557144893 2012

Sobre esta obra

Por ser o herói uma construção determinada a partir das necessidades de sua época, ele se torna um ser extremamente singular e insubstituível. O processo de criação e apropriação da figura heróica que emerge dos textos da Península Ibérica dos séculos XIII e XIV é o objeto deste livro de Simone Ferreira Gomes de Almeida. A autora parte das antigas técnicas mnemônicas, que indicavam o uso de determinados símbolos como método de despertar a memória, para chegar à Idade Média. Na Antiguidade, ela demonstra, as melhores imagens que se podia evocar para recordar vícios e virtudes eram as dos deuses e heróis, como reza o texto conhecido como Dialexeis (400 a.C.). Almeida mostra que, na Idade Média, as figuras mitológicas são retomadas da Antiguidade para lembrar o que fosse considerado virtuoso, bom e verdadeiro, agora de acordo com a ética cristã. Dessa forma, deveriam transmitir o conhecimento que Deus proporcionou aos homens, ou seja, a salvação, a santidade e a vida eterna. Como os escritos antigos não se adequavam ao gosto do tempo e a seus valores, os cronistas medievais da Península Ibérica dos anos 1200 e 1300 decidiram revitalizá-los, reformando-os como fonte da verdade divina. As antigas figuras da mitologia passaram, então, a lembrar à sociedade que os vícios eram o caminho para o Inferno e as virtudes, para o Paraíso. Assim, a construção da figura do herói dos medievais, de acordo com a autora, levou em conta inclusive os interesses dos escritores das cortes ibéricas de enaltecer o homem que deixasse sua marca não apenas na sua geração, mas também nas posteriores. Ela escreve: “Tendo em vista que, assim como o herói clássico alcançou a sobrevivência da sua fama através dos séculos na memória coletiva, os cronistas dos séculos XIII e XIV desejaram alcançar a mesma glória para sua dinastia através da construção de linhagens forjadas, que procuravam afirmar ainda mais devido ao propósito da centralização do poder na Península Ibérica”.

Editorial

Fundação Editora da UNESP · Brasil

Año de publicación

2012

Idioma

Portugués