Fundação Editora da UNESP
Vozes esquecidas do sertão paulista
Vozes esquecidas do sertão paulista
formação e trabalho de professoras e professores de escolas primárias rurais da região de São José do Rio Preto
Noely Costa Dias Garcia
Fundação Editora da UNESP ·Brasil ·2024 ·Portugués
E-book ISBN 9786559544271
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Formatos
| Formato | ISBN | Recordreference | DOI | Año |
|---|---|---|---|---|
| E-book | 9786559544271 | SIMEHEBOOKCYV728NVK1UT4P8J5TZO | 10.36311/2024.978-65-5954-426-4 | 2024 |
Sobre esta obra
No livro “VOZES ESQUECIDAS DO SERTÃO PAULISTA: formação e trabalho de professoras e professores de escolas primárias rurais da região de São José do Rio Preto/SP (1940-1970)”, apresentam-se os resultados da pesquisa de Doutorado em Educação, cujo objetivo foi analisar aspectos da história da formação, ingresso e trabalho de professoras e professores de escolas primárias rurais estaduais pertencentes à Diretoria de Ensino do município de São José do Rio Preto/SP entre 1940 e 1970. O recorte inicial marca o período de iniciativas da União com relação à expansão do ensino primário rural por meio de investimentos, na construção de escolas e na formação de professores rurais, e o período final justifica-se pela extinção do modelo de formação e adoção de novos modelos baseados na implantação da Reforma do Ensino de 1º e 2º Graus, pela Lei nº 5.692/71. A História Oral foi utilizada na construção da trajetória de nove professoras e um professor que exerceram a docência em escolas rurais no período delimitado para o estudo. Os resultados obtidos indicaram que os docentes tiveram uma formação inicial nos Cursos Normais Paulista, cujos currículos não atendiam às especificidades da zona rural. O ingresso na carreira do magistério primário no estado de São Paulo esteve atrelado à docência nas zonas rurais, exigência prevista na legislação estadual desde o início da República. Desse modo, eles tiveram dificuldades com as classes multisseriadas e a localização das escolas rurais, geralmente de difícil acesso, contudo, muitos desafios foram dirimidos com a produção de materiais de ensino, produção da merenda e compra de cartilhas para as crianças, mas foram soluções individualizadas, já que a escola rural em São Paulo não recebeu um planejamento sistêmico quanto à formação e constituição curricular, depreendendo-se que o ideário de progresso visava formar um cidadão urbano, tratando o espaço rural como um resíduo a ser superado pela modernização.