Editora UFMG - Instituto Federal de Minas Gerais
Formações transversais
Formações transversais
diversidade, epistemes e novos saberes no ensino de graduação da UFMG
Terezinha Cristina da Costa Rocha; José Alfredo Oliveira Debortoli
Editora UFMG - Instituto Federal de Minas Gerais ·Brasil ·2025 ·Portugués
E-book ISBN 9786588592649
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Formatos
| Formato | ISBN | Recordreference | DOI | Año |
|---|---|---|---|---|
| E-book | 9786588592649 | SIMEHEBOOKVBVBCSUPRDH9ZDOWGSX0 | 10.7476/9786588592649 | 2025 |
Sobre esta obra
Quando conversamos com colegas de outras universidades sobre as Formações Transversais da UFMG, é frequente surgir a pergunta: essas Formações equivalem ao quê, em outras universidades? Para responder, é preciso primeiro notar que há uma semelhança das FTs com os minor degrees, que existem principalmente na tradição universitária norte-americana. Como as FTs, estes são partes integrantes de cursos de graduação, com estrutura curricular própria, dotada de objetivos pedagógicos definidos e de intencionalidade de formação. Assim, os minors e as FTs têm o objetivo de ampliar o espectro de formação, possibilitando a aquisição de competências em mais de um campo do conhecimento – o que pode tanto levar a uma profissionalização diversificada, que aumenta a empregabilidade, quanto visar à ampliação do repertório de chaves para a interpretação da cultura e da sociedade. No entanto, as FTs da UFMG também são caudatárias de uma tradição universitária especificamente latino-americana que se forma, no início do século XX, quando o compromisso das comunidades universitárias com a transformação do panorama social em nosso continente inventa um tipo novo de Extensão Universitária, engajada com as realidades locais. Na UFMG, diversos projetos e programas de extensão existentes há décadas convergiram, a partir de 2014, para a estruturação de FTs, assim potencializando uma maior capilaridade interna tanto em relação ao público estudantil quanto aos docentes de diferentes áreas do conhecimento. Expandindo tal tradição latino-americana, outras FTs, mesmo não sendo originárias de projetos de extensão, se formataram como temas acadêmicos que também eram causas, e motivavam engajamento de professores e estudantes – frequentemente encontrando caminhos para novas formas de diálogo e interação com a sociedade. As Formações Transversais são uma peculiaridade da UFMG? Ou são o início de uma nova tradição? Vamos aguardar, pois os próximos 100 anos vão dizer.
Ricardo H.C. Takahashi